Vida e pessoas

Seguro de vida em grupo: o benefício que custa pouco e retém equipe

Custa uma fração do seguro individual por vida, aparece bem no comparativo de emprego e, em muitos setores, é exigência de convenção coletiva.

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Entre todos os benefícios que uma empresa pode oferecer, o seguro de vida em grupo é o que apresenta a melhor relação entre custo e percepção de valor. Custa pouco por vida, é simples de administrar e — detalhe que muita empresa descobre tarde — em vários setores é obrigatório por convenção coletiva.

Por que custa tão pouco

O seguro de vida em grupo trabalha com mutualismo real: um conjunto de pessoas de perfis variados diluindo o risco. Isso permite três coisas que o seguro individual não permite:

  • Sem declaração de saúde individual na maioria dos contratos, até determinado capital.
  • Sem carência para morte por qualquer causa, na maior parte das apólices.
  • Taxa única aplicada sobre a folha, em vez de precificação pessoa a pessoa.

O resultado é um custo por funcionário que costuma ser uma fração do que a mesma cobertura custaria individualmente.

Coberturas típicas

CoberturaO que faz
Morte por qualquer causaCapital aos beneficiários
Morte acidentalCapital adicional em caso de acidente
Invalidez permanente por acidenteIndenização proporcional à perda funcional
Invalidez funcional por doençaIndenização em caso de invalidez total por doença
Doenças gravesCapital antecipado ao próprio segurado no diagnóstico
Auxílio funeralReembolso ou assistência para as despesas
Assistência funeral familiarEstende a assistência a dependentes

O capital segurado costuma ser definido como um múltiplo do salário (por exemplo, 12 ou 24 salários) ou como um capital fixo igual para todos.

A cobertura de doenças graves é a que mais transforma a percepção do benefício. Ela paga em vida, no diagnóstico — e é o que faz o funcionário perceber o seguro como algo dele, não como algo para a família dele.

A obrigatoriedade que pega muita empresa

Diversas convenções e acordos coletivos de trabalho tornam o seguro de vida em grupo obrigatório para as empresas da categoria, com capital mínimo definido. Comércio, construção civil, transporte, alimentação e vigilância estão entre os setores em que isso é comum no estado de São Paulo.

Duas consequências práticas:

  1. Não ter a apólice gera passivo trabalhista. Em caso de sinistro, a empresa pode ser responsabilizada pelo capital que deveria ter contratado.
  2. Ter a apólice errada também gera passivo. Capital abaixo do mínimo da convenção não cumpre a obrigação.

Vale conferir a convenção coletiva vigente da sua categoria. É uma verificação rápida que evita um problema caro.

Quem pode ser incluído

  • Funcionários com registro em carteira;
  • sócios e administradores;
  • estagiários, em parte das seguradoras;
  • em algumas apólices, dependentes, com capital reduzido.

O contrato pode ser contributário (o funcionário paga parte), não contributário (a empresa paga tudo) ou misto. A forma mais comum em pequenas empresas é a empresa custear a cobertura básica e oferecer coberturas adicionais opcionais por conta do funcionário.

Tratamento tributário

Para a empresa, o prêmio pago é despesa operacional dedutível quando o benefício é extensivo a todos os empregados, conforme a legislação do imposto de renda. Não integra a base de cálculo do INSS nem do FGTS quando concedido de forma coletiva e não discriminatória.

Isso torna o seguro de vida em grupo um dos benefícios mais eficientes do ponto de vista de custo total — vale mais para o funcionário do que custa para a empresa.

O que checar antes de contratar

  • Capital mínimo exigido pela convenção coletiva da categoria.
  • Se há declaração de saúde e a partir de qual capital.
  • Se há carência e para quais coberturas.
  • Faixa etária limite de permanência na apólice.
  • Como funciona a movimentação (inclusão e exclusão de vidas) e em que prazo.
  • Se a apólice cobre afastados e por quanto tempo.

Junto com odonto, o pacote de entrada

Para uma pequena empresa que quer estruturar benefícios sem estourar o orçamento, a combinação mais eficiente costuma ser plano de saúde + odontológico + vida em grupo. Os dois últimos somam pouco ao custo total e ampliam bastante o que a empresa entrega — e o que ela consegue mostrar num processo seletivo.

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